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Especialidade de Liquens Respondida

em 04/04/2020

Liquens Laranjas

Especialidade de Liquens, se você não tem, vamos resolver isso agora!

Especialidade Respondida de Liquens



1. O que são liquens? Eles se encaixam em algum dos reinos de seres vivos que conhecemos? Por quê?

R: O líquen é um talo formado de uma associação simbiótica (mutualismo) entre um fungo (micobionte) e uma alga (fotobionte), onde o fungo dá abrigo e proteção e a alga fornece energia a ambos através da fotossíntese.

O componente fúngico é quem vai determinar a forma do líquen, onde características morfológicas variadas determinam a separação em gêneros diferentes. A localização e a forma dos sorédios são de extrema importância para a identificação dos líquens.


Os líquens eram classificados até o final do ano de 1981 como um grupo pertencente ao Reino Fungi, quando essa classificação foi abolida como grupo taxonômico e passou a ser classificado como um grupo biológico.

2. Conhecer o ciclo de vida de um líquen.

R: Os líquens possuem duas formas de reprodução: vegetativa e sexuada.

A reprodução vegetativa é realizada apenas pela alga. Na sexuada, há fragmentação do talo quando o líquen se encontra seco, liberando os componentes liquênicos. Essa propagação se efetua por sorédios que são gonídios (células fotobiontes), envolvidos por hifas do micobionte.


3. Encontrar, identificar e fotografar liquens fruticosos, crostosos e folhosos.

Item prático.

Mas segue algumas informações para você conhecer quem são os líquens.

Deve-se levar em consideração o substrato sobre o qual o líquen está fixado, este pode servir como base para conhecê-lo. Esta classificação é considerada o estudo da fitossociologia dos líquens que, pode ser a seguinte: epífitos – fixam-se sobre troncos, folhas, ramos, etc.; epílitos – fixam-se sobre rochas ou similares tais como telhas, tijolos, muros, etc.; terrícolas – fixam-se no solo.

O líquen é formado em talos, sendo três específicos:
Crostoso – o talo parece uma crosta e é bem aderido ao substrato.
Folioso – o talo parece folhas.
Fruticoso – é parecido com arbusto ereto.
Esquamuloso – é pastoso e lembra folhas umedecidas.
Dimórficos – em seus primeiros momentos de vida ele tem forma esquamulosa (gelatinoso) e depois crescem em forma fruticulosa ou filácea e apresenta duas formas na fase adulta.

4. Qual a utilidade dos liquens na natureza?

R: Eles são bioindicadores da qualidade do ar. Sua presença indica boa qualidade do ar. São bastante sensíveis aos poluentes.

5. O que determina a coloração de um líquen?

R: A coloração é definida pelos pigmentos fotossintéticos dominantes presentes nas algas e cianobactérias. Embora os mais comuns sejam verdes, acinzentados e marrons (principalmente quando a relação simbiótica do fungo ocorre com cianobactérias), existem líquens vermelhos, amarelos e laranjas. O surgimento de efeitos adversos em sua coloração se deve a poluição do ar (torna-se esbranquiçado).

6. Qual a relação entre os organismos que constituem um líquen?

R: De mutualismo, vivem em comum acordo. As algas e cianobactérias fornecem compostos orgânicos ao fungo, este garante um ambiente mais propício para a sobrevivência das algas, protegendo-as contra o ressecamento.

7. Quais são os principais grupos de fungos que se associam com algas?

R: Os fungos que fazem associação simbiótica com as algas são encontrados nos grupos taxonômicos conhecidos por: Ascomycetes e Basidiomycetes.

8. Explique o que é simbiose e mutualismo.

Simbiose – associação entre duas espécies que resulta em vantagens mútuas.
Mutualismo – ambos os componentes se beneficiam da associação.



9. Cite, pelo menos, 2 benefícios dos liquens para o homem e para o ambiente.

R: Os líquens produzem ácidos que são responsáveis pela formação do solo e degradação de rochas. Ácidos esses que tem ação antibiótica e citotóxica. Quando é associado a uma cianobactéria, os líquens se tornam fixadores de nitrogênio que abastecem o solo.

É usado como indicador da qualidade do ar e até nas quantidades de metais pesados em áreas industriais.

E também é usado como alimento para algumas espécies de animais como, por exemplo, as renas.

Outras espécies de líquens podem ser usadas na fabricação de corantes. Sua tonalidade de cor pode ter variações em suas cores, entre elas, branco, preto, vermelho, laranja, marrom, amarelo e verde.

Os líquens também tem sua utilidade para fazer perfumes finos e geleias.

10. Qual a relação entre a espécie de líquen Lecanora esculenta e o Maná?

A Lecanora esculenta, um líquen que se desenvolve na parte setentrional do deserto do Saara, parece ter sido o “maná caído do céu”, na história bíblia de Moisés, na fuga do Egito com os hebreus. É suculento e comestível e ainda hoje é comum na mesma região, ele é transportado pelo vento e cai como chuva.

O que se pode dizer com certeza é que as descrições bíblicas são tão vagas que tornam o este líquen muito pouco confiável.

HERRERO, A.S.S. GALINDO, C.T. KROFCK, P. C. Diversidade Liquênica no Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus São Paulo; UNASP. São Paulo, 2008.
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. Líquens; Brasil Escola. Disponível em: brasilescola.uol.com.br Acesso em 13 de março de 2020.

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Especialidade enviada pela desbravadora Alessandra Somolinos, obrigada! 

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